QUEM SOMOS
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A Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família é uma Congregação Religiosa de Direito Diocesano.
Uma Serva da Sagrada Família ama a todos, especialmente os pobres. Por causa dele vive contente nas privações, abraça generosamente os trabalhos, não foge a sacrifícios, alegra-se com toda a sorte de sofrimentos.
É seu desejo imitar a humildade e a pobreza, o escondimento e a alegria de Jesus, Maria e José. Desenvolve esforços para que a Comunidade espelhe a Sagrada Família e irradie à sua volta paz e calor humano. A sua luz vem do Espírito que soprava em Nazaré: o Espírito de Bondade, chama viva do Pai e do Filho,
“Quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-me a Mim.” (Mt 18, 5)
A Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família foi iniciada a doze de novembro de 1942, pela Irmã Purificação dos Anjos Silva em obediência a duas linhas essenciais traçadas pelo Espírito de Cristo: O serviço dos mais pobres, assistidos em especial ambiente de Família,
Começaram a chegar mulheres e jovens que se juntaram a esta nova Família Religiosa, chamadas pelo Espírito do Senhor, para trabalharem na sua messe.
Dizia a Irmã Purificação: Quero que as crianças sejam educadas e tratadas maternalmente.
A Direcção Geral da Assistência começou a conceder-lhe alguns subsídios e, mais tarde, com a ajuda da Câmara Municipal de Lisboa, a que presidia o Tenente Coronel Álvaro da Conceição Barreto e também a Santa Casa de Misericórdia, conseguiu uma pequena carroça e um cavalo, para a recolha de ajudas materiais, tanto de comida como de apetrechos para a casa e outros favores que o Céu lhe concedia.
Sentiu então a segurança suficiente para pensar fundar uma congregação a sério, tal como as palavras que ouvira em Tortosa lhe sugeriam (aquela voz) lhe pedira e ela considerava uma ordem.
Havia que encontrar um Bispo Diocesano que lhe proporcionasse acolhimento e ajuda. Encontrou-o em Aveiro, na pessoa do senhor Arcebispo, D. João Evangelista de Lima Vidal que, apesar de já ter uma Obra parecida, a Congregação Diocesana das Criaditas dos Pobres, a ajudou na compra do Colégio Nacional de Anadia, que estava à venda.
Em 1960 a Irmã Purificação pediu por escrito ao senhor Arcebispo de Évora, D. Manuel Trindade Salgueiro, para que fosse ele o seu superior hierárquico. Foi atendida porque, em 24 de março de 1962, o mesmo Arcebispo atendia à erecção Canónica da Obra, como Pia União, embora oficialmente reconhecida pelo nome de Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família, como Obra Pia, pelo senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, diocese na qual existia a maior parte das casas fundadas, sendo natural, portanto, que ao Patriarcado pertencesse a adjudicação das iniciativas e a atribuição do Direito Diocesano.
Após uma longa história desta Obra, a 2 de fevereiro de 1980, deu-se a erecção canónica da Pia União das Irmãs Servas da Sagrada Família em Congregação Religiosa do Direito Diocesano do Patriarcado de Lisboa.
O início foi em Lisboa, mas depois a Congregação expandiu-se, abrindo casas em Aveiro, Évora, Açores e Fátima.
Em 1967 a Congregação alargou-se a outros continentes, chegando a Timor, depois a Moçambique e ainda a S. Tomé e Príncipe.

A formação das Irmãs Servas da Sagrada Família dá-se, de maneira progressiva às jovens que desejam fazer um discernimento vocacional na Congregação. Denomina-se formação inicial o período de iniciação à Vida Religiosa, sob a orientação de uma (Mestra) e de uma Comunidade Formadora que compreende as etapas do Aspirantado, postulantado, Noviciado e Juniorado.
Aspirantado
O Aspirantado é a etapa que se destina a que as jovens conheçam a Vida Religiosa mais de perto. A elas são proporcionadas formação cristã, a experiência da vida fraterna e da oração, o contacto com a missão e o Carisma da Congregação.
Verifique-se atentamente, segundo a idade e o desenvolvimento de cada aspirante, a sua pureza de intenção e a sua livre vontade, a sua aptidão espiritual, moral e intelectual, a sua saúde física e psíquica.
Além destas condições e dos dons gerais para abraçar a Vida Religiosa, verifique-se a idoneidade para a vida comunitária e a capacidade para realizar as atividades próprias da Congregação, dedicada ao serviço dos mais pobres, num cálido ambiente de família.
Postulantado
O Postulantado é um tempo de experiência prévia, estabelecido para se poder ajuizar da vocação da candidata e ajudá-la a fazer a transição da vida do Mundo para a do Noviciado e também conhecer inicialmente a vida da Congregação.
Quanto à duração do Postulantado, fixa-se o prazo de um ano, a não ser que, em casos particulares, veja outra coisa a Superiora Geral, com o voto deliberativo do seu Conselho, desde que em nenhum caso ultrapasse os dois anos.
Durante o Postulantado, averigúe-se, de maneira especial, se a postulante possui necessárias qualidades de maturidade humana e equilíbrio da afetividade em ordem a abraçar a vida religiosa na Congregação.
Noviciado
O Noviciado, início da vida no Instituto, destina-se a que as noviças conheçam mais profundamente a sua vocação divina e também a própria da Congregação, façam a experiência do seu modo de viver, informem a mente e o coração com o seu espírito de modo a comprovarem os seus propósitos e idoneidade.
Nesta etapa, a jovem faz a experiência de tempos fortes de oração, para que possa descobrir a vontade de Deus a seu respeito, se deixe mover pela força do seu espírito e e encontre Cristo como único tesouro, capaz de valer mais do que tudo o resto.
As noviças hão de unir-se de todo o coração a Cristo, ao mesmo tempo que vão pondo os alicerces da sua futura vida religiosa e apostólica, na qual partilharão a vida e a missão do Senhor.
Para corresponderem com a sua fidelidade à graça divina, suscitem em si o Espírito de generosidade e abnegação, lembrando o que foi dito pelo divino Mestre: quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim.
Juniorado
Com a profissão temporária começa uma nova etapa de formação que se designa de Juniorado. Tem como finalidade cultivar a vocação, o sentido eclesial, a sensibilidade apostólica e o amor à Congregação. Deste modo, a jovem religiosa continuará a sua preparação espiritual, doutrinal e técnica que lhe permitirá uma integração eficiente na ação apostólica da Congregação e na comunidade onde está inserida. Sejam ajudadas na conquista da maturidade afetiva, que se manifesta no equilíbrio interior, na autenticidade e sinceridade de vida, no controlo de si mesma e na capacidade de criar um clima de família.
Segundo as normas da Congregação, o Juniorado tem a duração mínima de quatro anos e a máxima de seis. Em casos excecionais, se parecer oportuno, pode o período da profissão temporária ser prorrogado pela Superiora Geral, com o consentimento do seu Conselho, de modo a que a totalidade do tempo não ultrapasse os nove anos.
Ao fim deste tempo de intensa preparação, cultivo da sua vocação e experiência do que é a vida religiosa, a Irmã fará os seus votos definitivos.
Formação Permanente
A formação permanente implica que as Irmãs prossigam por toda a vida a sua formação doutrinal e prática. As Irmãs dedicadas ao ensino, à assistência e ao Governo do Instituto não podem descurar a sua própria formação e promoção cultural e espiritual. Ao mesmo tempo que se procura uma formação especializada de alguns membros da nossa família particularmente dotados, organizem-se conferências e cursos para que todas as Irmãs e a todos os níveis, especialmente o espiritual, possam atualizar-se constantemente e conservar, deste modo, uma sã juventude e frescura de espírito.
Procure-se uma verdadeira renovação segundo o Evangelho, a doutrina da Igreja e o próprio carisma e um reajustamento de fidelidade vocacional à própria missão apostólica.
A Semente Floriu em Terras da Beira
Trata-se da Biografia da fundadora da Congregação das Irmãs Servas da Sagrada Família – Madre Purificação dos Anjos Silva – no cinquentenário da Fundação da Congregação.
O autor procura dar-nos (e dá) a grande dimensão desta mulher que temperada na dureza das serranias beirãs faz lembrar em alguns aspetos as Santa Teresa de Ávila. É uma biografia interessante em que se mostram as virtudes excelsas desta Madre sobre a qual o prefaciador com a sua autoridade de bispo diz: “Bom seria que esta biografia fosse o presságio alegre e feliz de um dia vermos esta alma de eleição a ser venerada nos nossos altares.
A Guarda, 11/10/1995
Cartas da Madre Fundadora

